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Agricultura 4.0: Conheça as novas tecnologias que ajudam a impulsionar o agronegócio no país

Que a revolução digital trouxe muitas novas tecnologias para as diversas áreas de atuação humana todos já sabemos. Porém, uma pergunta ainda é pertinente: como esses avanços tecnológicos podem contribuir com a produção rural? Venha conosco e descubra algumas respostas para essa pergunta.

 

A pandemia global, iniciada em 2020 com a propagação da COVID-19, abalou muitos setores da economia mundo a fora. No Brasil, o cenário não foi diferente. No entanto, uma exceção pode ser notada: o setor do agronegócio foi o único que conseguiu crescer, mesmo frente à crise econômica dos últimos anos.

Segundo dados do Cepea, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP, o PIB (Produto Interno Bruto) do setor cresceu 3,78% de janeiro a abril de 2020.

Assim como a indústria, o agronegócio também está adentrando na fase 4.0. É importante notar que a implementação de novas tecnologias teve sua contribuição para o crescimento registrado no ano passado. Vamos entender melhor a seguir.

O cenário geral das novas tecnologias no agronegócio brasileiro

 

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Engana-se quem pensa que a agricultura 4.0 traz inovações apenas para a produção agropecuária. Essas transformações começam já no setor financeiro que se dedica ao agronegócio. Podemos dizer que a implementação e desenvolvimento desses avanços tecnológicos vão desde o campo até às salas de reunião dos bancos.

As tecnologias nas finanças do agronegócio

Um bom exemplo do que dissemos acima é a utilização de novos sistemas de tratamento de dados para analise e criação de linhas de crédito especiais para a produção agrícola.

A maioria dos bancos já vem utilizando o chamado Big Data (sistema capaz de operar com grande volume de dados) para as análises de perfil e concessão de crédito.

Além disso, esse sistema ainda permite a combinação entre os resultados obtidos dos tratamentos de dados e a avaliação do plano de negócios. A esse duplo sistema de análise se da o nome de BI/analytics.

Ainda vale ressaltar que a utilização desses novos recursos permite previsões mais assertivas, o que torna a tomada de crédito mais barata e menos burocrática para o produtor rural.

As tecnologias no campo

Apesar do amplo uso da tecnologia em todos os setores do agronegócio, o produtor rural também possui diversificadas possibilidades para o uso de tecnologias em suas criações, lavouras e também nas suas próprias transações financeiras. Vamos conferir algumas.

As cédulas digitais

Uma velha conhecida do produtor rural é a Cédula de Produto Rural. Trata-se de um documento com valor monetário que serve para diversas transações e se refere às operações de antecipação dos recebíveis.

Antes, essas cédulas, normalmente emitidas de forma relativa à colheita, eram impressas em papel, sendo bastante suscetíveis a fraudes. No entanto, hoje em dia praticamente todas as operações com elas podem ser feitas pelo celular do próprio produtor, de forma muito mais fácil e segura.

A internet 5G

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Embora a internet 5G, a mais rápida disponível no país, seja uma realidade nos centros urbanos, não se pode dizer o mesmo dos meios rurais.

Afastados das conexões e das redes de cabeamento necessárias para sua implantação, as zonas mais afastadas das capitais e grandes cidades acabam não aproveitando o benefício dessa internet.

No entanto, essa situação deve mudar em breve: já foi instalada a primeira antena parabólica para internet 5G rural do país. Voltada especialmente para a necessidades dos produtores, a promessa é que, em breve, ela esteja disponível para a aquisição.

A implementação da antena – e da internet bem mais veloz – vai possibilitar, entre outras coisas, o monitoramento e análise remota das lavouras e criações. Por exemplo, com o uso de drones será possível colher imagens e informações de grandes extensões de plantação ou rebanhos, enviando, em tempo real, para os agricultores e técnicos responsáveis.

As tendências para os próximos anos

Além das tecnologias que já estão fazendo a diferença, muitas outras ainda chegarão. Porém, não se trata de expectativas vagas, pelo contrário: muitos novos recursos, que prometem revolucionar a produção de gêneros agrícolas, já estão em desenvolvimento – e outros já estão no mercado, ainda ganhando fôlego e espaço. Esse é o caso da agricultura de precisão, como veremos a seguir.

Tecnologias para o melhor custo benefício

A agricultura de precisão se baseia na coleta e no tratamento de dados, de maneira a criar uma imagem assertiva da condição do solo, bem como das lavouras e do clima. Assim, as informações orientam as ações e manejos necessários para o bom rendimento da safra.

A coleta de informações é feita através de sensores que captam as condições do solo, das plantas e da atmosfera, entregando situações precisas do momento atual e permitindo uma previsão mais realista da safra.

Além disso, a associação dos dados colhidos com outros recursos leva os produtores a interagir de forma mais proativa e dinâmica com a lavoura. Assim, a Agricultura de Precisão permite a tomada de decisões para maximizar os lucros e reduzir as perdas e desperdícios.

Vale ressaltar que com ou auxilio dos de sensores de localização e de aplicativos destinados ao mapeamento, é possível limitar as áreas agrícolas aos solos mais indicados para os cultivos. Também é possível localizar as estradas existentes e rios que possam servir para escoar e transportar a produção, pontos muito importantes para a logística do negócio.

A agricultura de precisão também conta com sensores óticos e eletroquímicos que entregam informações sobre o solo, como o teor de nutrientes e o pH. Essas informações podem servir para o mapeamento de características do solo, permitindo, entre outras coisas, a otimização da adubação, elevando o retorno do investimento – uma vez que os insumos são aplicados somente nos locais certos e quando há a necessidade.

Além disso, ao se associar estas tecnologias aos softwares de gestão, a administração das fazendas se torna muito mais fácil, possibilitando aos gestores uma visão mais clara das atuações necessárias e das possibilidades de melhora, tanto em técnicas quanto em infraestrutura.

Com isso, podemos perceber que existe um futuro bastante promissor para as tecnologias 4.0 no agronegócio e também ter um vislumbre de como elas podem tornar o setor cada vez mais rentável.

João Ferreira

João Ferreira

Diretor Comercial SIACON | Transformando via Software a Operação de Armazéns e Terminais de Grãos

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